A Timidez da Autenticidade

A Timidez da Autenticidade

A gente só fica tímido quando é algo autêntico e importante. Quando criamos algo poderoso, seja para si ou para o mundo, nasce uma timidez. É justamente a timidez de algo autêntico que molda quem nós somos.

Ao criar algo significativo, surgem dúvidas se realmente devemos mostrar, dúvidas se realmente devemos compartilhar, dúvidas se realmente devemos.

O que exige esforço mental em uma noite quente de verão, é a virtude de quem observa demais.

Um detalhe se torna arte, uma conversa se torna arte, a criança que brinca se torna arte, o nascer do sol se torna arte, os bons amigos se torna arte, o café pós expediente se torna arte, um silêncio se torna arte, a timidez se torna arte.

Essa é a timidez de quem observa demais.

O olhar atento carrega a bagagem de textos não escritos, a biblioteca de ideias em horário comercial, e um coração louco pela vida que está acontecendo.

Não existiria timidez se não existisse a arte da autenticidade.

A criação nasce diante do que não se pode mudar. A arte da timidez nasce da autenticidade diante do que talvez não possamos mudar.

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