Autoamor

Autoamor

O dia triste faz parecer que toda trajetória 
até aqui foi um fiasco. 
O dia triste é perigoso para quem pensa demais. 
Ele te revira, te questiona, te assusta e te sufoca.

É como se não existisse 
nem a certeza do que gosta. 
Parece loucura como tudo se transforma 
através de um dia triste.

Ao não praticar o autoamor, 
esse dia vira dias, e ali nasce uma angústia 
do que está fazendo no mundo.

Odeio o dia triste, 
mais ainda quando ele me faz duvidar 
de quem eu sou. 
Uau! Isso realmente pode acontecer.
Não somos açúcar perante 
aos acontecimentos da vida. 

De repente, são dias tristes.

O movimento sutil do quarto escuro.

Os dias tristes são tão devastadores
que eu já descartei ideias claramente boas 
porque naquele dia tudo parecia horrível.

Precisei me resgatar nos dias tristes.

Precisei segurar minha mão para florescer de novo. 
E eu seguro quantas vezes for preciso, 
desde que eu me reencontre 
dentro da minha própria desavença.

O pacto que tenho comigo mesma 
é minha maior aliança. 

O pacto que tenho comigo mesma 
é minha dose de autoamor.

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